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Reserva estadual de Itaúnas
 

ECOTURISMO NO MUNDO


ECOTURISMO

O ecoturismo é uma forma de turismo voltada para a apreciação de ecossistemas em seu estado natural, com sua vida selvagem e sua população nativa intactos.
Embora o trânsito de pessoas e veículos seja agressivo ao estado natural desses ecossistemas, os defensores de sua prática argumentam que, complementarmente, o ecoturismo contribui para a preservação dos mesmos e para o desenvolvimento sustentado das populações locais, melhorando a qualidade de vida das mesmas.

O ecoturismo é percebido pelos seus adeptos ou tende a ser promovido como:

- Uma forma de praticar turismo em pequena escala;
- Uma prática mais ativa e intensa do que outras formas de turismo;
- Uma modalidade de turismo na qual a oferta de uma infra-estrutura de apoio sofisticada é um dado menos relevante;
- Uma prática de pessoas esclarecidas e bem-educadas, conscientes de questões relacionadas à ecologia e ao desenvolvimento sustentável, em busca do aprofundamento de conhecimentos e vivências sobre os temas de meio-ambiente;
- Uma prática menos espoliativa e agressiva da cultura e meio-ambiente locais do que formas tradicionais de turismo.

De acordo com David Weaver, registrou-se o termo pela primeira vez no início dos anos 80.

O Ecoclub, define-o como um estado ideal de um turismo que:

- Minimiza seu próprio impacto ambiental;
- Patrocina a conservação ambiental;
- Patrocina projetos que promovam igualdade e redução da pobreza em comunidades locais;
- Aumente o conhecimento cultural e ambiental e o entendimento intercultural;
- E que seja financeiramente viável e aberto a todos.

Já a Ecotourism Society define ecoturismo como "a viagem responsável para áreas naturais que conservam o ambiente e melhorem o bem-estar da população local".

Isto significa que quem implementa e participa de atividades ecoturisticas deve seguir os princípios de:

- Minimizar impactos
- Desenvolver consciência e respeito ambiental e cultural;
- Fornecer experiências positivas para ambos visitantes e anfitriões;
- Fornecer benefícios financeiros diretos para a conservação;
- Fornecer benefícios financeiros e poder legal de decisão para o povo local;
- Elevar a sensibilidade pelo contexto político, ambiental e social dos países anfitriões;
- Apoiar os direitos humanos internacionais e acordos trabalhistas.

A atividade, como presentemente configurada em muitas partes do mundo, é confundida com o turismo de aventura e, de fato, há quem inclua esta última, assim como outras nomenclaturas dadas ao turismo (por exemplo: turismo rural, turismo responsável, turismo ecológico, turismo alternativo, turismo verde, turismo cultural) como partes ou derivações de uma generalização chamada ecoturismo.

O ECOTURISMO NO BRASIL

O ecoturismo, segundo o documento "Diretrizes para uma Política Nacional de Ecoturismo", publicado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com a EMBRATUR e o IBAMA, é um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações.

O Instituto de Ecoturismo do Brasil coloca como condições para a existência de ecoturismo:
a) respeito às comunidades locais;
b) envolvimento econômico efetivo das comunidades locais;
c) respeito às condições naturais – conservação do meio ambiente;
d) interação educacional - a garantia que o turista incorpore para sua vida o que aprende em sua visita, gerando consciência para a preservação da natureza e do patrimônio histórico/cultural/étnico.

Se não houver estas condições não é ecoturismo!

Há porém controvérsias, existindo pelo mundo, ao menos algumas dezenas de tentativas de conceituação do termo e da atividade e seus autores, estudiosos, empresários, prestadores do trade turístico, diletantes e apreciadores de viagens em geral estão longe de alcançar um consenso.Entre os que têm discutido cientificamente a questão no Brasil, pode-se citar Dóris Ruschmann, Zysman Neiman, José Osmar Fonteles, Paulo dos Santos Pires, Paul Joseph Dale, Sérgio Salazar Salvati, Laudo Natsui, Karen Garcia e Laura Rudzewicz.

A publicação de material científico sobre o tema no país ainda é tímida em relação ao quanto o ecoturismo se tornou popular através dos veículos da imprensa e no cotidiano dos que apreciam a natureza. Sobretudo ao comparar-se a difusão de estudos sob a forma de livros em relação ao volume de material meramente jornalístico e de divulgação comercial sobre o assunto. Algo que pode contribuir para uma distância entre o que se pretende e alega como ecoturismo e o que de fato se pratica e difunde. Possivelmente, uma das causas para o conflito entre as concepçôes de ecoturismo pelo senso comum e por viés mais criterioso.

ALGUNS DESTINOS DE VISITAÇÃO, COM PERFIL DE ECOTURISMO NO BRASIL:

REGIÃO SUL

• Banhado do Taim, RS
• Parque Nacional do Superagüi, PR
• PR,PR
• Itaimbezinho, RS
• Bombinhas, SC

REGIÃO SUDESTE

• Juquitiba, SP
• Socorro, SP
• Brotas, SP
• Cunha, SP
• Itatiaia, RJ
• Delfinópolis, MG
• Ibitipoca, MG
• Serra do Cipó, MG
• Paranapiacaba, SP
• Serra da Canastra, MG
• Angra dos Reis, Ilha Grande, RJ
• Parque Nacional do Caparaó, MG/ES

REGIÃO CENTRO-OESTE

• Bonito, MS
• Chapada dos Veadeiros, GO
• Chapada dos Guimarães, MT
• Cáceres, MT

REGIÃO NORDESTE

• Jacobina, BA
• Lençois Maranhenses, MA
• Chapada da Diamantina, BA
• Parque Nacional de Sete Cidades, PI
• Parque Nacional de Fernando de Noronha, PE

REGIÃO NORTES

• Ilha do Marajó, PA
• Presidente Figueiredo, AM
• Pico da Neblina, RO


ATIVIDADES CONSIDERADAS ECOTURISMO

Esta é uma lista de actividades por vezes consideradas dentro do ecoturismo. Têm em comum o facto de serem praticadas em meio ao ambiente natural; no entanto, algumas têm suficiente impacto ambiental para não serem consideradas boas práticas pelos ecologistas, p. ex. o canyoning em trechos de rio usados para nidificação de aves de rapina.

TIROLESA:

A chamada tirolesa é a prática da travessia de montanhas, vales ou canyons, por meio de cordas, utilizando uma roldana e equipamentos apropriados. Essa modalidade de esporte radical é muito difundida no mundo inteiro, principalmente na Nova Zelândia, onde foi inventada.

CAVALGADA:

Percorrer a cavalo percursos em meio à natureza. É uma atividade especialmente indicada para terrenos muito acidentados ou em terrenos onde o tráfego de veículos não seja possível ou permitido, especialmente se necessário transportar equipamentos para outras atividades.

PASSEIOS A PÉ EM VEREDAS E "LEVADAS" :

A ilha da Madeira, a meio ao oceano Atlântico, é um local muito procurado para passeios a pé ao longo de veredas e também em levadas.

SNOKELING E FLUTUAÇÃO:

Com roupas de neoprene, máscara e snorkel e pé de pato no Aquário de Bonito, onde não é permitido o mergulho.

BÓIA-CROSS:

O Bóia-cross, é a prática de descer corredeiras classe II (leves) em grandes bóias redondas. A atividade inclui brincadeiras no rio e é acompanhada por canoístas profissionais que garantem a segurança dos participantes.
Duração média: 1h30 no rio e 2h30 no total. Altura mínima: 1m40

OBSERVAÇÃO DE AVES:

O indivíduo tem a oportunidade de ser expectador e cúmplice do grande espetáculo da natureza, sentindo o desenrolar da vida em toda a sua espontaneidade e plenitude.

CICLOTURISMO:

Cicloturismo é uma modalidade turística onde o principal meio de transporte é a bicicleta e o Cicloturista, turista que pratica Cicloturismo, passa pelo menos um pernoite fora de seu local de convívio habitual, além de ser uma atividade não competitiva.

PARAGLAIDING

ASA-DELTA

BALONISMO

CANYONING

RAFTING:

O rafting é uma atividade praticada em botes com capacidade de 5 a 7 pessoas no máximo, sempre conduzido por um guia profissional e canoístas para garantir a total segurança dos praticantes.

TURISMO GEOLÓGICO:

Turismo geológico é o turismo que tem por fim visitar locais de elevado valor geológico, como vulcões e geoparques.

OS DEZ MANDAMENTOS DO ECOTURISMO:

1. Amarás a Natureza sobre todas as coisas.
2. Honrarás e preservarás o bom humor;
3. Estarás sempre pronto a colaborar;
4. Serás capaz de te adaptares aos imprevistos;
5. Utilizarás os serviços dos guias credenciados;
6. Não reclamarás;
7. Não invocarás o nome do guia em vão, para perguntar se falta muito para chegar;
8. Não matarás mosquitos, formigas e carrapatos;
9. Não considerarás chuvas, atoleiros ou pontes quebradas como imprevistos;
10. Não poluirás o meio-ambiente.


TRÊS MANDAMENTOS DO ECOTURISTA:

1. Da natureza nada se tira a não ser fotos.
2. Nada se deixa a não ser pegadas.
3. Nada se leva a não ser recordações.

ECOTURISMO NO OESPÍRITO SANTO:

No estado o ecoturismo se desenvolveu graças as belíssimas áreas naturais nas quais se destacam as áreas serranas.

A região serrana tem atraído ecoturistas que contribuem para uma importante fonte de renda e emprego no meio rural. Mais do que um simples momento de lazer, é uma oportunidade para a reflexão e o auto-conhecimento, no sentido de preservar os recursos naturais para a geração futura.

O Espírito Santo tem muitos ecossistemas ainda preservados nos quais a visitação pública é incentivada e equipada com infra-estrutura para o turismo:

PARQUE ESTADUAL DE ITAÚNAS

Localização: Em Itaúnas, 30km ao norte da sede de Conceição da Barra.

Descrição: Tombado pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade, tem 3500ha e 25km de praia, englobando diversos ecossistemas, como manguezal, restinga e alagados, e espécies ameaçadas de extinção como preguiças, capivaras e lontras. É famoso por suas dunas que, com o desmatamento e a força dos ventos, se moveram e cobriram a antiga vila, e pela reprodução de tartarugas marinhas, de dezembro a março, monitorada pelo Projeto Tamar-Ibama. Na Base são realizadas atividades de proteção ambiental, e a recepção dos turistas.

PARQUE ESTADUAL DA PEDRA AZUL

Localização: Rod. BR 269, Km 89, Aracê, Domingos Martins.

Descrição: Criado para proteger o patrimônio natural da região, possui fauna e flora diversificadas, incluindo alguns animais ameaçados de extinção como o sagui-da-serra, a onça-pintada e o barbado, e orquídeas, bromélias, cedros, ipês e canelas. Dispõe de 3 trilhas que podem ser percorridas pelos turistas: a Trilha da Pedra Azul, que dá acesso ao paredão rochoso de 500 metros de altura; a Trilha das Piscinas, pela qual se chega às 9 piscinas naturais escavadas pela ação das águas; e a Trilha do Lagarto, de onde se avista o Caparaó e o Parque Estadual Forno Grande.

PARQUE ESTADUAL PAULO CÉSAR VINHA

Localização: Na Rodovia do Sol, km 37, ao norte de Guarapari.

Descrição: Criado para proteger espécies ameaçadas pelo desmatamento, abrange matas, dunas, praias e lagoas de água salgada e de água doce. A vegetação local inclui bromélias, cactos e ipês, e a fauna apresenta espécies como preguiça, tamanduá e cutia. Eventualmente pode-se ver baleias e golfinhos.

RESERVA BIOLÓGICA DE COMBOIOS

Localização:Acesso pela Br-101 sul,33 Km do centro.

Descrição: Criada em 1984 para proteger a fauna e a flora, especialmente a desova das Tartarugas Gigante ou de Couro (Dermochelys coriacea) e Cabeçuda (Caretta caretta), possui 833ha. Abriga a Base Comboios do Projeto Tamar, que monitora 37km de praias, em que se encontram plantas características de restinga e animais ameaçados de extinção como a preguiça de coleira, o tamanduá-mirim e o ouriço-caixeiro. A base dispõe de sala de exposição e de vídeo, aquários e tanques de crescimento de tartarugas.

RESERVA BIOLÓGICA DE SOORETAMA

Localização: BR 101, Km 101.

Descrição: Resultado da união da Reserva Florestal Estadual de Barra Seca com o Parque de Refúgio de Animais Silvestres Sooretama, abrange os municípios de Linhares, Jaguaré, Sooretama. Com 27.946ha, apresenta vegetação do tipo floresta tropical pluvial e fauna diversificada, com espécies ameaçadas de extinção como o tamaduá-bandeira, onça-pintada, papagaio-chauá, entre outros. As vistas devem ser agendadas e são restritas para pesquisas educacionais e científicas.

RESERVA NATURAL DA VALE DO RIO DOCE

Localização: BR-101, km 120.

Descrição: Referência nacional na produção de mudas de espécies da Mata Atlântica, usadas na recuperação de áreas degradadas e na restauração de ecossistemas, tem fauna e flora diversificadas, que estima-se que abrigue mais de 5.000 espécies de insetos, algumas desconhecidas pela ciência. Dispõe de estacionamento, auditório, anfiteatro, centro de visitantes, herbário, xiloteca (coleção de espécies de madeira), insetário, carpoteca (coleção de frutos), loja de souvenires, cafeteria, playground e hospedagem em chalés.

PROJETO TAMAR - BASE GURIRI

Localização: Na Praia de Guriri, 1km ao norte do centro de Guriri.

Descrição: O Projeto Tamar monitora na região 36 km de praias, protegendo a desova das Tartarugas Cabeçuda (Caretta caretta), Gigante (Dermochelys coriacea), de Pente (Eretmochelys imbricata) e Oliva (Lepidochelys olivacea). O Centro de Visitantes dispõe de sala de exposição e vídeo, lojinha Tamar e cinco tanques de crescimento com três espécies de tartarugas marinhas.


Esses são alguns atrativos do ecoturismo no estado do Espírito Santo.

 

 

 

 

 

 

 

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Mergulho em cavernas
 

ECOTURISMO NO MUNDO


ECOTURISMO

O ecoturismo é uma forma de turismo voltada para a apreciação de ecossistemas em seu estado natural, com sua vida selvagem e sua população nativa intactos.
Embora o trânsito de pessoas e veículos seja agressivo ao estado natural desses ecossistemas, os defensores de sua prática argumentam que, complementarmente, o ecoturismo contribui para a preservação dos mesmos e para o desenvolvimento sustentado das populações locais, melhorando a qualidade de vida das mesmas.

O ecoturismo é percebido pelos seus adeptos ou tende a ser promovido como:

- Uma forma de praticar turismo em pequena escala;
- Uma prática mais ativa e intensa do que outras formas de turismo;
- Uma modalidade de turismo na qual a oferta de uma infra-estrutura de apoio sofisticada é um dado menos relevante;
- Uma prática de pessoas esclarecidas e bem-educadas, conscientes de questões relacionadas à ecologia e ao desenvolvimento sustentável, em busca do aprofundamento de conhecimentos e vivências sobre os temas de meio-ambiente;
- Uma prática menos espoliativa e agressiva da cultura e meio-ambiente locais do que formas tradicionais de turismo.

De acordo com David Weaver, registrou-se o termo pela primeira vez no início dos anos 80.

O Ecoclub, define-o como um estado ideal de um turismo que:

- Minimiza seu próprio impacto ambiental;
- Patrocina a conservação ambiental;
- Patrocina projetos que promovam igualdade e redução da pobreza em comunidades locais;
- Aumente o conhecimento cultural e ambiental e o entendimento intercultural;
- E que seja financeiramente viável e aberto a todos.

Já a Ecotourism Society define ecoturismo como "a viagem responsável para áreas naturais que conservam o ambiente e melhorem o bem-estar da população local".

Isto significa que quem implementa e participa de atividades ecoturisticas deve seguir os princípios de:

- Minimizar impactos
- Desenvolver consciência e respeito ambiental e cultural;
- Fornecer experiências positivas para ambos visitantes e anfitriões;
- Fornecer benefícios financeiros diretos para a conservação;
- Fornecer benefícios financeiros e poder legal de decisão para o povo local;
- Elevar a sensibilidade pelo contexto político, ambiental e social dos países anfitriões;
- Apoiar os direitos humanos internacionais e acordos trabalhistas.

A atividade, como presentemente configurada em muitas partes do mundo, é confundida com o turismo de aventura e, de fato, há quem inclua esta última, assim como outras nomenclaturas dadas ao turismo (por exemplo: turismo rural, turismo responsável, turismo ecológico, turismo alternativo, turismo verde, turismo cultural) como partes ou derivações de uma generalização chamada ecoturismo.

O ECOTURISMO NO BRASIL

O ecoturismo, segundo o documento "Diretrizes para uma Política Nacional de Ecoturismo", publicado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com a EMBRATUR e o IBAMA, é um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações.

O Instituto de Ecoturismo do Brasil coloca como condições para a existência de ecoturismo:

a) respeito às comunidades locais;
b) envolvimento econômico efetivo das comunidades locais;
c) respeito às condições naturais – conservação do meio ambiente;
d) interação educacional - a garantia que o turista incorpore para sua vida o que aprende em sua visita, gerando consciência para a preservação da natureza e do patrimônio histórico/cultural/étnico.

Se não houver estas condições não é ecoturismo!

Há porém controvérsias, existindo pelo mundo, ao menos algumas dezenas de tentativas de conceituação do termo e da atividade e seus autores, estudiosos, empresários, prestadores do trade turístico, diletantes e apreciadores de viagens em geral estão longe de alcançar um consenso.Entre os que têm discutido cientificamente a questão no Brasil, pode-se citar Dóris Ruschmann, Zysman Neiman, José Osmar Fonteles, Paulo dos Santos Pires, Paul Joseph Dale, Sérgio Salazar Salvati, Laudo Natsui, Karen Garcia e Laura Rudzewicz.

A publicação de material científico sobre o tema no país ainda é tímida em relação ao quanto o ecoturismo se tornou popular através dos veículos da imprensa e no cotidiano dos que apreciam a natureza. Sobretudo ao comparar-se a difusão de estudos sob a forma de livros em relação ao volume de material meramente jornalístico e de divulgação comercial sobre o assunto. Algo que pode contribuir para uma distância entre o que se pretende e alega como ecoturismo e o que de fato se pratica e difunde. Possivelmente, uma das causas para o conflito entre as concepçôes de ecoturismo pelo senso comum e por viés mais criterioso.

ALGUNS DESTINOS DE VISITAÇÃO, COM PERFIL DE ECOTURISMO NO BRASIL:

REGIÃO SUL

• Banhado do Taim, RS
• Parque Nacional do Superagüi, PR
• Itaimbezinho, RS
• Bombinhas, SC

REGIÃO SUDESTE

• Juquitiba, SP
• Socorro, SP
• Brotas, SP
• Cunha, SP
• Itatiaia, RJ
• Delfinópolis, MG
• Ibitipoca, MG
• Serra do Cipó, MG
• Paranapiacaba, SP
• Serra da Canastra, MG
• Angra dos Reis, Ilha Grande, RJ
• Parque Nacional do Caparaó, MG/ES

REGIÃO CENTRO-OESTE

• Bonito, MS
• Chapada dos Veadeiros, GO
• Chapada dos Guimarães, MT
• Cáceres, MT

REGIÃO NORDESTE

• Jacobina, BA
• Lençois Maranhenses, MA
• Chapada da Diamantina, BA
• Parque Nacional de Sete Cidades, PI
• Parque Nacional de Fernando de Noronha, PE

REGIÃO NORTES

• Ilha do Marajó, PA
• Presidente Figueiredo, AM
• Pico da Neblina, RO


ATIVIDADES CONSIDERADAS ECOTURISMO

Esta é uma lista de actividades por vezes consideradas dentro do ecoturismo. Têm em comum o facto de serem praticadas em meio ao ambiente natural; no entanto, algumas têm suficiente impacto ambiental para não serem consideradas boas práticas pelos ecologistas, p. ex. o canyoning em trechos de rio usados para nidificação de aves de rapina.

TIROLESA:

A chamada tirolesa é a prática da travessia de montanhas, vales ou canyons, por meio de cordas, utilizando uma roldana e equipamentos apropriados. Essa modalidade de esporte radical é muito difundida no mundo inteiro, principalmente na Nova Zelândia, onde foi inventada.

CAVALGADA:

Percorrer a cavalo percursos em meio à natureza. É uma atividade especialmente indicada para terrenos muito acidentados ou em terrenos onde o tráfego de veículos não seja possível ou permitido, especialmente se necessário transportar equipamentos para outras atividades.

PASSEIOS A PÉ EM VEREDAS E "LEVADAS" :

A ilha da Madeira, a meio ao oceano Atlântico, é um local muito procurado para passeios a pé ao longo de veredas e também em levadas.

SNOKELING E FLUTUAÇÃO:

Com roupas de neoprene, máscara e snorkel e pé de pato no Aquário de Bonito, onde não é permitido o mergulho.

BÓIA-CROSS:

O Bóia-cross, é a prática de descer corredeiras classe II (leves) em grandes bóias redondas. A atividade inclui brincadeiras no rio e é acompanhada por canoístas profissionais que garantem a segurança dos participantes.
Duração média: 1h30 no rio e 2h30 no total. Altura mínima: 1m40

OBSERVAÇÃO DE AVES:

O indivíduo tem a oportunidade de ser expectador e cúmplice do grande espetáculo da natureza, sentindo o desenrolar da vida em toda a sua espontaneidade e plenitude.

CICLOTURISMO:

Cicloturismo é uma modalidade turística onde o principal meio de transporte é a bicicleta e o Cicloturista, turista que pratica Cicloturismo, passa pelo menos um pernoite fora de seu local de convívio habitual, além de ser uma atividade não competitiva.

PARAGLAIDING:

O parapente é um esporte que mistura toda a adrenalina com a tranqüilidade, em uma sintonia perfeita. É uma modalidade na qual o piloto e o parapente entram em total sintonia com a natureza.

ASA-DELTA:

O praticante de Asa Delta salta de uma rampa colocada no alto de uma montanha, preso ao cinto de uma asa delta, e plana suavemente procurando correntes de ar quente ascendentes (conhecidas como térmicas). E retorna para um local próximo, normalmente um descampado no sopé da mesma montanha de onde se partiu.

BALONISMO:

No balonismo,voa-se suavemente sem o mínimo de trepidação, por cima de montes e vales, rios, vinhas e pinhais, cumprimentam-se as pessoas que trabalham os campos e vêm-se animais. Comtemplando a paisagem e desfrutando da beleza que a antureza oferece.

CANYONING:

Apesar de se ter uma idéia de que o canyoning é apenas uma escalada em cachoeiras, por esta ser a modalidade mais conhecida, o esporte busca explorar de maneira plena os canyons e rios.

RAFTING:

O rafting é uma atividade praticada em botes com capacidade de 5 a 7 pessoas no máximo, sempre conduzido por um guia profissional e canoístas para garantir a total segurança dos praticantes.

TURISMO GEOLÓGICO:

Turismo geológico é o turismo que tem por fim visitar locais de elevado valor geológico, como vulcões e geoparques.

OS DEZ MANDAMENTOS DO ECOTURISMO:

1. Amarás a Natureza sobre todas as coisas.
2. Honrarás e preservarás o bom humor;
3. Estarás sempre pronto a colaborar;
4. Serás capaz de te adaptares aos imprevistos;
5. Utilizarás os serviços dos guias credenciados;
6. Não reclamarás;
7. Não invocarás o nome do guia em vão, para perguntar se falta muito para chegar;
8. Não matarás mosquitos, formigas e carrapatos;
9. Não considerarás chuvas, atoleiros ou pontes quebradas como imprevistos;
10. Não poluirás o meio-ambiente.


TRÊS MANDAMENTOS DO ECOTURISTA:

1. Da natureza nada se tira a não ser fotos.
2. Nada se deixa a não ser pegadas.
3. Nada se leva a não ser recordações.

ECOTURISMO NO OESPÍRITO SANTO:

No estado o ecoturismo se desenvolveu graças as belíssimas áreas naturais nas quais se destacam as áreas serranas.

A região serrana tem atraído ecoturistas que contribuem para uma importante fonte de renda e emprego no meio rural. Mais do que um simples momento de lazer, é uma oportunidade para a reflexão e o auto-conhecimento, no sentido de preservar os recursos naturais para a geração futura.

O Espírito Santo tem muitos ecossistemas ainda preservados nos quais a visitação pública é incentivada e equipada com infra-estrutura para o turismo:

PARQUE ESTADUAL DE ITAÚNAS

Localização: Em Itaúnas, 30km ao norte da sede de Conceição da Barra.

Descrição: Tombado pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade, tem 3500ha e 25km de praia, englobando diversos ecossistemas, como manguezal, restinga e alagados, e espécies ameaçadas de extinção como preguiças, capivaras e lontras. É famoso por suas dunas que, com o desmatamento e a força dos ventos, se moveram e cobriram a antiga vila, e pela reprodução de tartarugas marinhas, de dezembro a março, monitorada pelo Projeto Tamar-Ibama. Na Base são realizadas atividades de proteção ambiental, e a recepção dos turistas.

PARQUE ESTADUAL DA PEDRA AZUL

Localização: Rod. BR 269, Km 89, Aracê, Domingos Martins.

Descrição: Criado para proteger o patrimônio natural da região, possui fauna e flora diversificadas, incluindo alguns animais ameaçados de extinção como o sagui-da-serra, a onça-pintada e o barbado, e orquídeas, bromélias, cedros, ipês e canelas. Dispõe de 3 trilhas que podem ser percorridas pelos turistas: a Trilha da Pedra Azul, que dá acesso ao paredão rochoso de 500 metros de altura; a Trilha das Piscinas, pela qual se chega às 9 piscinas naturais escavadas pela ação das águas; e a Trilha do Lagarto, de onde se avista o Caparaó e o Parque Estadual Forno Grande.

PARQUE ESTADUAL PAULO CÉSAR VINHA

Localização: Na Rodovia do Sol, km 37, ao norte de Guarapari.

Descrição: Criado para proteger espécies ameaçadas pelo desmatamento, abrange matas, dunas, praias e lagoas de água salgada e de água doce. A vegetação local inclui bromélias, cactos e ipês, e a fauna apresenta espécies como preguiça, tamanduá e cutia. Eventualmente pode-se ver baleias e golfinhos.

RESERVA BIOLÓGICA DE COMBOIOS

Localização:Acesso pela Br-101 sul,33 Km do centro.

Descrição: Criada em 1984 para proteger a fauna e a flora, especialmente a desova das Tartarugas Gigante ou de Couro (Dermochelys coriacea) e Cabeçuda (Caretta caretta), possui 833ha. Abriga a Base Comboios do Projeto Tamar, que monitora 37km de praias, em que se encontram plantas características de restinga e animais ameaçados de extinção como a preguiça de coleira, o tamanduá-mirim e o ouriço-caixeiro. A base dispõe de sala de exposição e de vídeo, aquários e tanques de crescimento de tartarugas.

RESERVA BIOLÓGICA DE SOORETAMA

Localização: BR 101, Km 101.

Descrição: Resultado da união da Reserva Florestal Estadual de Barra Seca com o Parque de Refúgio de Animais Silvestres Sooretama, abrange os municípios de Linhares, Jaguaré, Sooretama. Com 27.946ha, apresenta vegetação do tipo floresta tropical pluvial e fauna diversificada, com espécies ameaçadas de extinção como o tamaduá-bandeira, onça-pintada, papagaio-chauá, entre outros. As vistas devem ser agendadas e são restritas para pesquisas educacionais e científicas.

RESERVA NATURAL DA VALE DO RIO DOCE

Localização: BR-101, km 120.

Descrição: Referência nacional na produção de mudas de espécies da Mata Atlântica, usadas na recuperação de áreas degradadas e na restauração de ecossistemas, tem fauna e flora diversificadas, que estima-se que abrigue mais de 5.000 espécies de insetos, algumas desconhecidas pela ciência. Dispõe de estacionamento, auditório, anfiteatro, centro de visitantes, herbário, xiloteca (coleção de espécies de madeira), insetário, carpoteca (coleção de frutos), loja de souvenires, cafeteria, playground e hospedagem em chalés.

PROJETO TAMAR - BASE GURIRI

Localização: Na Praia de Guriri, 1km ao norte do centro de Guriri.

Descrição: O Projeto Tamar monitora na região 36 km de praias, protegendo a desova das Tartarugas Cabeçuda (Caretta caretta), Gigante (Dermochelys coriacea), de Pente (Eretmochelys imbricata) e Oliva (Lepidochelys olivacea). O Centro de Visitantes dispõe de sala de exposição e vídeo, lojinha Tamar e cinco tanques de crescimento com três espécies de tartarugas marinhas.


Esses são alguns atrativos do ecoturismo no estado do Espírito Santo.